Quando a Gratidão Calou Minha Mente
Eu não sei se já aconteceu isso com você, mas essa semana eu estive muito mal, pra baixo mesmo. Travei uma luta constante com a minha mente, que o tempo todo me detonava. Eu queria reagir, dizer que tudo o que ela sussurrava era mentira, mas não havia força suficiente em mim.
E quando eu olhava para a minha realidade, com tantas coisas para resolver ao mesmo tempo, eu via o meu sonho realizado tão distante e acinzentado. E ao mesmo tempo havia um sentimento de dúvida, de algo que já existe no mundo espiritual.
É incrível como a mente trabalha o tempo todo por aquilo que é confortável para ela, no intuito de nos proteger. Nossa! Eu queria gritar pra ela ouvir:
— Por favor, para de me proteger! Para de querer o que é cômodo pra mim! Eu quero o diferente, eu quero o novo, eu quero ser desafiada. Será que você não percebe que eu sou agora outra mulher? Ainda não ficou óbvio pra você?
Mas ela lutava contra mim 24 horas por dia. E até nas madrugadas os meus sonhos eram terríveis. Sempre me diminuindo, me fazendo acreditar que eu não era capaz.
E aí veio a dor. Os sentimentos sombrios que percorriam minha mente me fazendo sentir cada vez menor. E nessa semana eu quase desapareci me personificando na pessoa que a minha mente insistia em forjar para mim. Eu quase me deixei levar por essa conversa mental persistente.
Já ouvi muitos dizerem "sua mente quer só te proteger". Tudo bem, respeito. Mas quando estamos no olho do furacão, ela parece ser a própria voz do mal querendo nos encaixotar, nos manter cativos, tentando nos diminuir para caber no local insignificante que ela acha conveniente para nós.
Que se lasque ela! Eu pensava, enquanto insistentemente lutava contra ela: Chega! De ser pequena, chega de usar máscaras que me foram impostas desde criança:
— Mag, você é tímida! — Mag, olhe nos olhos e sorria, quando alguém sorri para você! — Mag, você não tem coragem!
Eu sou livre e agora posso ser e viver quem eu realmente nasci para ser. Hoje eu posso pensar e sentir da minha forma original, não preciso mais me diminuir ou me adaptar para não parecer estranha, eu apenas quero ser eu.
Mas pelo que vi, isso incomoda ela. Mas chegou o momento dela me obedecer e saber quem é que manda aqui.
Foi nesse momento, pela madrugada, que me encolhi nos braços do meu Pai, o Todo Poderoso. Eu chorei, derramei meu coração e contei pra Ele tudo o que minha mente planejava para mim. Na hora me senti acolhida. Então deitei e dormi.
No dia seguinte, acordei com um pensamento, uma clareza em milésimo de segundos. Ele, meu Pai, me mostrou o quão ingrata eu estava sendo. E era justamente aí que a minha mente estava tendo liberdade de atuar com força nos seus sussurros de derrota.
Eu, ainda na cama, fechei meus olhos, pedi perdão e disse:
— Espírito Santo, eu te agradeço por meu coração, por meu pulmão, por essa cama quentinha, por essa coberta maravilhosa que ganhei de presente. Pelo sol, pelos meus olhos e minha visão.
Eu comecei a agradecer de coração por tudo o que me cercava e me dava certo conforto e aconchego. A voz da mente contrária desapareceu. Eu me senti tão plena, tão próspera, tão sortuda, tão leve, tão feliz.
Nossa! O poder da gratidão excede o entendimento humano. Ela faz com que o imaterial se materialize em nossas vidas. E as coisas começaram a acontecer bem diante dos meus olhos.
Depois disso, eu me sinto forte e corajosa em Cristo Jesus, meu Senhor e Salvador.

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