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Diagnóstico tardio não muda quem você é. Muda a forma como você olha para toda a sua história.



Há pessoas que recebem o diagnóstico de autismo e dizem:

"Agora tudo faz sentido."

Outras dizem:

"Agora não sei mais quem sou."

As duas reações são verdadeiras.

Porque um diagnóstico tardio não muda apenas o presente.

Ele ilumina o passado.

De repente, situações da infância, dificuldades na escola, relações familiares, amizades, escolhas profissionais e tantos momentos da vida começam a ser vistos por outra perspectiva.

Não porque você tenha mudado.

Mas porque, pela primeira vez, encontrou uma explicação que nunca teve.

Ainda assim, acredito que existe uma pergunta ainda mais importante do que "Sou autista?".

Ela é:

Quem eu teria sido se nunca tivesse precisado esconder quem realmente era?

Essa pergunta não busca culpados.

Ela busca liberdade.

Ao longo da vida, muitos adultos autistas aprendem estratégias para sobreviver às expectativas dos outros.

Sorriem quando estão exaustos.

Aceitam ambientes que os machucam.

Imitam comportamentos para serem aceitos.

Com o tempo, essas estratégias deixam de parecer estratégias.

Parecem personalidade.

É por isso que, depois do diagnóstico, tantas pessoas dizem:

"Não sei mais quem sou."

Talvez você não tenha perdido sua identidade.

Talvez apenas esteja começando a reencontrá-la.

Se este artigo despertou alguma pergunta dentro de você, talvez essa seja a primeira resposta que realmente importe.

Mag Ilgenfritz

 
 
 

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